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Atividade Parlamentar

Audiência pública discute impacto social e epidemiológico da dengue na Bahia

postado em 17/11/2015 02:11

Uma audiência pública na manhã desta terca-feira (17) na Assembleia Legislativa da Bahia reuniu autoridades e pesquisadores sobre uma das doenças mais preocupantes no estado: a dengue. O encontro foi promovido pela Comissão de saúde presidida pelo deputado Alan Sanches e que tem o deputado José de Arimatéia como vice-presidente.

O médico infectologista e Subsecretário de Saúde da Bahia, Dr. Roberto Badaró apresentou um panorama da dengue no estado e no país “O Brasil gasta cerca de meio bilhão de reais por ano com a dengue. Esse ano deve ultrapassar 1.2 bilhões para conter os casos da doença. Portanto, bastam esses número para justificar uma audiência pública como esta. O trabalho da Secretaria de Saúde da Bahia triplicou as ações. Estamos fazendo uma contingência. É importante que a população saiba que não estamos parados.” afirmou o Subsecretário.

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O mosquito aedes aegypti transmissor da dengue também é responsável pela trasmissão das doenças Zika e Chikungunya. Até o dia 6 de julho deste ano a Bahia já registrou 45.538 casos suspeitos de Dengue, 8.906 casos suspeitos de Chikungunya e 32.873 casos suspeitos de Zika. Houve um aumento de 162,72% nos casos de dengue em relação ao mesmo período de 2014. Do total de municípios da Bahia 365 (87,5%) notificaram casos da doença, 8 pessoas morreram.

A doença acomete principalmente adultos jovens com idade entre 20 e 49 anos, o que causa um grande impacto social “A dengue faz a pessoa faltar ao trabalho, a pessoa deixa de produzir e isso signfica impacto social e econômico para o estado e o país. Isso justifica e muito o investimento no combate a essa doença” disse o subsecretário Dr. Roberto Badaró. “Estamos monitorando todos os municípios, intensificando as ações com reuniões com todos os segmentos para conscientização e treinamentos, estamos visitando as cidades com elevados números de casos como Itabuna, no sul do estado, estamos ainda instalando a chamada “sala de situação” para poder dar atenção ao município, ao médico e ao agente de saúde que diariamente lida de forma direta com o combate a doença” completou Badaró.

A audiência pública teve ainda as presenças de representantes do CREMEB –Conselho Regional de Medicina da Bahia, da Secretaria de Saúde de Salvador e diretores de hospitais da rede pública, além de diretores de faculdades de medicina e enfermagem da capital.