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Marcelo Nilo, o vice do coração do governador

postado em 05/03/2011 01:03

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), concedeu uma entrevista exclusiva ao Teia de Notícias, na qual revela algumas das estratégias políticas do governador Jaques Wagner para as eleições deste ano. Considerado um dos principais articuladores políticos do governo estadual, o parlamentar explica porquê seu nome fora descartado para ser vice na chapa majoritária liderada pelo PT, apesar de se auto avaliar como o vice do coração de JW. Para aqueles que pensam que Nilo almeja voos mais altos no parlamento, o pedetista diz que não cogita ser deputado federal.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), concedeu uma entrevista exclusiva ao Teia de Notícias, na qual revela algumas das estratégias políticas do governador Jaques Wagner para as eleições deste ano. Considerado um dos principais articuladores políticos do governo estadual, o parlamentar explica porquê seu nome fora descartado para ser vice na chapa majoritária liderada pelo PT, apesar de se auto avaliar como o vice do coração de JW. Para aqueles que pensam que Nilo almeja voos mais altos no parlamento, o pedetista diz que não cogita ser deputado federal.

Por Luiz Fernando

Teia de Notícias: Conta um pouco da sua trajetória política?

Marcelo Nilo: Fui deputado estadual por 16 anos, sou o único deputado da história da Bahia, que pelo menos eu tenho conhecimento, que ficou 16 anos na oposição. Depois que Jaques Wagner ganhou, e por fruto do meu passado, consegui ser presidente da Assembleia Legislativa da Bahia e me reelegi. Já fui governador interino em cinco oportunidades.
Teia: Durante boa parte de sua carreira política, o senhor esteve no PSDB, agora foi para o PDT. Como é que se deu esta transição?

Nilo: Eu passei 19 anos no PSDB, onde muito feliz. O PSDB mudou, ia para o norte e acabou indo para o sul, aderiu à candidatura de Paulo Souto, então eu me vi obrigado a sair do partido e vim para o PDT e estou muito feliz e comprometido com os seus programas.

Teia: Ano eleitoral. Como ficam os trabalhos da Assembleia neste ano com esta peculiaridade?

Nilo: Acredito que os trabalhos não sofrerão qualquer ação de descontinuidade. A Casa é consciente de suas responsabilidades e os deputados são conscientes do papel de cada um. É obvio que é ano eleitoral, vestibular dos deputados, cada um preocupado com sua reeleição. Mas todos os projetos serão votados. Hoje, quem faltar ao plenário estará com seu nome na internet, a sociedade acompanha, os nomes são divulgados, os pontos serão cortados, além disso, ainda tem a TV

assembléia, o plenário também dá voto. E ele (o deputado) sabe que tem a responsabilidade de votar os projetos que são interesses da sociedade.

Teia: O seu nome já figurou entre os prováveis componentes da chapa majoritária do governado Jaques Wagner. Como é que está isso?

Nilo: Eu acredito, pessoalmente, que sou o vice-governador do coração de Jaques Wagner. Mas acho também que ele deve fazer a melhor chapa para ganhar as eleições, com a vinda do senador Cesar Borges, e eu diria que está com 90% de chance de ele ser candidato ao senado pela nossa chapa. É óbvio que defendo que o vice seja uma pessoa que tenha um passado mais próximo da esquerda. E o perfil é mais próximo da deputada Lídice da Mata. Se eu fosse governador eu traria alguém com o perfil mais próximo a esquerda, e eu não sou.
Teia: Além de Borges, tem o nome do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Otto Alencar. O senhor não acredita que uma chapa com dois candidatos ao senado com histórias ligadas à direita pode prejudicar a campanha de JW?

Nilo: Não está 100% certo que será a chapa Otto de Alencar e Cesar Borges. Existe a possibilidade de pegar Otto Alencar e colocar como vice e a deputada Lídice como senadora. O governador Jaques Wagner vai sentar para conversar com o senador Cesar Borges nos próximos dias. Agora, acredito que o governador apesar de ser favorito, liderar todas as pesquisas, sabe que ganha eleição quem soma e perde quem divide, quem subtrai. O governador Waldir Pires, em 1986, fez uma chapa com três candidatos do lado contrário, que foi Juthay, Bacelar, e Nilo Coelho, e teve uma das vitórias mais bonitas da história da Bahia. O governador Jaques Wagner sabe que ele é favorito, mas não se brinca em eleição. Ele sabe que eleição é que nem uma nuvem, agora está de um jeito, dez minutos depois está de outro. Então, ele está querendo formar o melhor time para ganhar. E o senador Cesar Borges, vindo para o nosso projeto, vai somar ao governador Jaques Wagner. Caso ele queira vir para seguir o nosso norte político, ele será bem vindo.

Teia: Nesta conjuntura o senhor sai como deputado federal ou estadual?

Nilo: Serei candidato estadual, nunca gostei da ideia de ser deputado federal, eu prefiro ser deputado estadual. Em 1994, e dessa última vez, por exemplo, se eu quisesse ser federal talvez fosse muito mais fácil do que ser estadual, mas eu prefiro ser candidato a estadual mesmo.

Teia: O Governador está querendo trazer uma usina nuclear para o estado e para que ela venha é preciso alterar a legislação do Estado. Qual é o tratamento dado a este tema polêmico?

Nilo:Olha, é preciso que algum deputado apresente um projeto. Salvo engano o deputado Paulo Câmera está apresentando este projeto. O projeto sendo apresentado, eu darei tramitação normal, até por que Wagner nunca conversou comigo sobre a mudança desta constituição.

Teia: Suas gestões à frente da Alba ficam marcadas por quais aspectos?

Nilo: Pela transparência, independência e pela responsabilidade de um poder tão importante na consolidação do processo democrático no estado.

 

Fonte: Teia de Notícias