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Livro que homenageia Rômulo Almeida é lançado na Alba

postado em 27/11/2014 01:11

Cerca de 300 pessoas prestigiaram o lançamento ontem, às 17h, do volume de número 37 da coleção “Gente da Bahia”, que contém o perfil biográfico do professor Rômulo Almeida, escrito pelo jornalista Antônio Jorge Moura. Parlamentares, empresários, representantes de associações de classe, jornalistas, ex-colaboradores, admiradores, familiares e amigos lotaram o saguão Nestor Duarte da Assembleia Legislativa. Por conta disso, a sessão de autógrafos se estendeu por mais de duas horas. 
Coube ao irmão do homenageado, o ex-deputado Aristeu Almeida, agradecer em nome dos familiares a iniciativa do Legislativo. Numa fala candente, emocionada, ele traçou um breve histórico da vida do irmão, “um cidadão extraordinário por qualquer ângulo que se examine”. 
RETROSPECTO Tratou na infância em Santo Antônio de Jesus, da ida ao Rio de Janeiro aos 19 anos, já formado em Direito, do envolvimento político com o integralismo – movimento também de cunho nacionalista – e da prisão que sofreu, quando conheceu dirigentes comunistas, “evoluindo politicamente como muitos outros jovens daquela época”. 
Aristeu tratou da ida ao Acre, onde atuou no primeiro censo ocorrido naquele ponto distante do Brasil, do casamento com dona Francisca Werneck de Aguiar, dona Francisquinha, e do nascimento de seus três filhos, Eduardo, Marília e Dulce (presentes na cerimônia). Depois discorreu sobre a carreira exitosa de Rômulo Almeida, seus compromissos com o planejamento e nacionalismo, a colaboração com notáveis no campo do pensamento humano e a sua militância política – especialmente a do período do MDB, PMDB, quando foi candidato a senador e depois companheiro do professor Roberto Santos (presente no lançamento) no pleito de 1982. CULTURA O deputado Marcelo Nilo rememorou a data em que conheceu o homenageado, em Antas, nessa campanha de 1982, quando ficou impressionado pela sua enorme capacidade intelectual e pelo amor que dispensava à Bahia. Depois do relato minucioso de Aristeu Almeida, preferiu não tratar da carreira de Rômulo Almeida, mas registrou a importância do seu trabalho para a criação da Petrobras e do Pólo Petroquímico de Camaçari. 
Depois, o presidente explicou a gênese do programa editorial que implementou, incrementando o existente a ponto de publicar nos últimos oito anos 148 obras. Para ele, “um país se faz com homens e livros”, frase de Monteiro Lobato que serviu de norte para a consecução desse programa que batizou como “Assembleia Cultural”. 
É este o legado que pretende deixar para posteridade, “privilegiado que fui, em ocupar o elevado cargo de presidente do Poder Legislativo de minha terra”. Acrescentou que no período “publicamos aqui clássicos como Cascalho, de Herberto Sales; O leque de Oxum, de Vasconcelos Maia; e biografias de baianos ilustres, como Rui Barbosa, escrita pelo senador Luis Viana Filho e coleções como a Mestres da Literatura Baiana, já no oitavo volume com clássicos das nossas letras. 
Para Marcelo Nilo, são muitos os livros retirados da “solidão dos sebos”, nesse período, todos obras valiosas para a memória e a cultura de nossa gente e da nossa terra. O deputado louvou a coleção “Gente da Bahia” e encerrou dizendo que era “uma honra oferecer às novas gerações esse belo livro escrito pelo jornalista Antônio Jorge Moura”. 

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Coleção ‘Gente da Bahia’

O perfil biográfico “Rômulo Almeida – Um Perceptor de Ideias”, escrito pelo jornalista Antônio Jorge Moura, é o de número 37 da coleção “Gente da Bahia”, concebida para traçar perfis biográficos de baianos icônicos dos mais variados campos da atividade humana. Com 402 páginas e editado por Tamir Drummond, conta com prefácio do ex-deputado Aristeu Almeida, irmão de Rômulo, e de um ensaio de seu filho, Eduardo, jornalista e indigenista. 
Essas publicações do Poder Legislativo disponibilizam para as novas gerações informações sobre pessoas que marcaram a vida da Bahia no século passado, rendendo homenagens a personalidades que se destacaram em campos como: Ciência, literatura, esporte, cinema, música, artes plásticas, religião, política e humanidades.  
Através da coleção “Gente da Bahia”, a Assembleia Legislativa homenageou mestres de capoeira (Pastinha e Bimba); alfaiates (Spinelli); cangaceiras (Maria Bonita); artistas plásticos (Juarez Paraíso, Calasans Neto e Hansen Bahia); escritores (Guido Guerra); médicos (Aristides Maltez e Juliano Moreira); cientistas (Elsimar Coutinho e Milton Santos);  compositores populares (Riachão e Gordurinha). 
E também músicos eruditos a exemplo de Carlos Lacerda, Walter Smetak e Lindemberg Cardoso; políticos como Chico Pinto e Nélson Carneiro. Além de verdadeiros personagens como o cartunista Lage, o arquiteto Sílvio Robatto, o abade Dom Temóteo Amoroso, cineastas como Roberto Pires; jornalistas como Jorge Calmon e Simões Filho; e até a doce louca da rua Chile, a Mulher de Roxo. 

Fonte: Ascom/Alba