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Marcelo Nilo segue mais uma vez a tradição de fé e devoção ao Senhor do Bonfim

postado em 12/01/2017 06:01


Toda segunda quinta-feira do ano o ritual se repete. Baianos se vestem de branco, se fortalecem de fé, chegam cedo para a concentração na Igreja da Conceição da Praia e seguem em caminhada até a Igreja do Bonfim. São 8km de devotação. O percurso é acompanhado por milhares de pessoas de diversas religiões.

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Foto: Sandra Travassos

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo, mais uma vez não deixou de participar dessa tradição. Logo nas primeiras horas da manhã, estava lá para sentir de perto a fé dos baianos, para agradecer ao Senhor do Bonfim e para pedir proteção para todos do nosso estado “Me sinto revigorado e fortalecido a cada ano que participo da Lavagem do Bonfim. Estar aqui, junto com todas essas pessoas, todo mundo com a mesma energia positiva de agradecimento e devoção é muito emocionante. Essa festa religiosa é a mais pura expressão cultural da nossa Bahia. Hoje é dia de agradecer e pedir benção ao Senhor do Bonfim para todos os baianos” disse Nilo.


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Foto: Sandra Travassos

Este ano, pela primeira vez, uma imagem peregrina do Senhor do Bonfim seguiu o cortejo em meio aos fiéis. Até então a imagem seguia em um carro. Baianas com trajes típicos carregando os postes de água de cheiro, Filhos de Gandy, grupos de movimentos sociais e políticos acompanharam o cortejo.

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Foto: Sandra Travassos

O ponto alto é sempre a chegada à Colina Sagrada. Baianas recepcionam os milhares de fiéis em frente a Igreja do Bonfim e com a água de cheiro que carregaram durante os 8km de caminhada sob o sol forte, lavam a escadaria da basílica. Um ritual repedido há mais de dois séculos em Salvador.

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Foto: Sandra Travassos

A lavagem do Bonfim começou em 1754 com a “irmandade dos devotos leigos” que obrigavam os escravos a lavarem a Igreja como parte dos preparativos para a festa do Senhor do Bonfim. Para os adeptos do candomblé, a lavagem da igreja do Senhor do Bonfim passou a ser parte da cerimônia das Águas de Oxalá. A Arquidiocese de Salvador, então, proibiu a lavagem na parte interna do templo e transferiu o ritual para as escadarias e o adro. Por isso até hoje as portas da Igreja permanecem fechadas durante a lavagem.