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“Pense num absurdo, no governo Bolsonaro tem precedentes”, diz Marcelo Nilo

postado em 04/07/2019 01:07

641D23F8-8B32-4DED-98EE-EA75372BC8F4Em tom incrédulo, o deputado federal Marcelo Nilo (PSB/BA) usou a tribuna da Câmara para expor a vergonha internacional que a comitiva do presidente Jair Bolsonaro submeteu todos os brasileiros, após ter sido alvo de operação de combate ao tráfico de drogas da policia espanhola, que aprendeu no avião da FAB 39 kg de cocaína. Segundo o deputado baiano, “o impossível acontece no governo de Bolsonaro. “Ele pode usar a desculpa que quiser, mas um fato é inegável: no seu governo, um avião presidencial foi usado para traficar 39 quilos de cocaína”.

Segundo a polícia espanhola, a droga foi encontrada em 37 pacotes na mala do segundo sargento da Aeronáutica, de 38 anos, Manoel Silva Rodrigues, que recebe salário bruto de R$ 7.298, segundo Portal da Transparência.

O sargento é membro da comitiva do presidente Jair Bolsonaro e responde agora por tráfico de drogas, descrito no Código Penal espanhol como crime contra a saúde pública. A justiça espanhola determinou a prisão preventiva do militar brasileiro (sem prazo para terminar), sem direito a fiança. Ele foi enviado a uma penitenciária na cidade andaluz.
No Brasil, o Art. 33 da Lei nº 11.343/2006, popularmente chamada de Lei de Drogas, define como traficante quem tem drogas “em depósito, transporta, traz consigo ou guarda”, entre outros fatores, bem como, estabelece pena de 5 a 15 anos de prisão.

“Imagine-se se um evento desse tipo tivesse ocorrido no governo da Dilma Rousseff ou do Lula. Consegue imaginar?”, indagou Nilo.
O parlamentar baiano ainda questionou nota divulgada pela Presidência da República nas redes sociais, onde Jair Bolsonaro não só colocou em dúvida o trabalho da polícia espanhola, como também sugeriu que o militar brasileiro não é um membro efetivo da comitiva presidencial.

Histórico
Em 27 de fevereiro deste ano, o sargento preso estava entre os militares que seguiram Bolsonaro em viagem de Brasília a São Paulo para a realização de exames médicos. “Ou seja: não é um militar que fez parte eventualmente da comitiva presidencial”, diz Marcelo Nilo.
Entre 18 e 20 de março, houve mais uma missão de transporte do escalão avançado da Presidência com a participação do sargento.
Ele embarcou em Brasília rumo para São Paulo, de onde seguiu para Porto Alegre. O avião fez novamente o trecho Porto Alegre-São Paulo-Porto Alegre, retornando para Brasília. Naqueles dias, Bolsonaro esteve nos Estados Unidos. Em 24 de maio deste ano, o militar fez bate-volta de Brasília a Recife, acompanhando o presidente, que passou todo o dia em Pernambuco.