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Sessão especial homenageia o centenário do jornalista Jorge Calmon

postado em 11/08/2015 12:08

Uma sessão especial realizada na manhã desta terça-feira (11) encerrou as comemorações do centenário de nascimento do jornalista e ex-deputado Jorge Calmon. Convocada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia, a sessão contou com a presença de autoridades políticas, profissionais de imprensa e personalidades, entre elas, o secretário de Comunicação do estado, André Curvelo, representando o governador Rui Costa, o presidente da Associação Baiana de Imprensa – ABI, Valter Pinheiro, os presidentes do Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios – TCE e TCM, o ex-governador Waldir Pires, além dos familiares de Jorge Calmon.

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O presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo presidiu a sessão e lembrou que já fez mais de dois mil discursos no plenário da Alba e este era o segundo por escrito. Nilo iniciou a leitura do discurso falando sobre a longa trajetória de Jorge Calmon na vida pública e sua importância para o jornalismo baiano, considerado o mais importante jornalista da sua geração. “Homenageamos aqui um homem correto a toda prova, honesto, competente ao extremo, um diplomata no trato, que jamais traiu seus princípios”, exaltou. O presidente fez questão de reafirmar o compromisso da Assembleia com a valorização da cultura baiana através da Editora da Alba, que já editou mais de 150 livros, entre eles, a publicação que conta a história de Jorge Calmon, como parte da coleção Gente da Bahia.

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O presidente do legislativo baiano lembrou ainda que a sessão encerra um ciclo de homenagens ao centenário de nascimento de Calmon. “O doutor Jorge, como era conhecido, foi uma inspiração para os jovens jornalistas, como é até hoje, pois viveu a revolução do jornalismo moderno. Que a memória dessa figura ímpar da história da Bahia possa permanecer por gerações, sendo motivo de inspiração para todos os profissionais de comunicação”, encerrou.

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Durante a sessão, foi descerrada a placa “Jornalista Jorge Calmon”, que agora dá nome ao auditório do prédio Senador Jutahy Magalhães, o maior e mais bem equipado do CAB. O auditório conta com 302 lugares, revestimento acústico de ponta que permite e realização de eventos até sem sonorização, salas de apoio, iluminação cênica, equipamento de som, e pode ser repartido em espaços separados acomodando eventos distintos de forma simultânea.

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Um dos filhos do celebrado jornalista, Jorge Calmon Filho, agradeceu a todas as homenagens referidas a seu pai e citou importantes personalidades que fizeram parte de sua vida pessoal e profissional dele. “Quando nasci meu pai já havia se destacado em muitas funções e acompanhei suas conquistas ao longo do meu crescimento. Sempre correto, calmo, gentil e atento com nossa educação. Hoje me sinto feliz por tudo que aprendi com ele em vida e por ver tantas pessoas relembrando e homenageando meu amado pai”. Com a voz embargada de emoção, Calmon Filho encerrou seu discurso dizendo, “Jorge Calmon dominou a difícil arte de escrever fácil e a difícil arte de viver feliz. Aí está um homem cuja vida valeu muito a pena”, parafraseando os colegas de seu pai do Jornal A Tarde. A sessão foi encerrada com a execução do hino ao 2 de Julho pelo Coral da Assembleia.

Trajetória brilhante

Jorge Calmon graduou-se em direito, mas descobriu sua vocação no jornalismo. Construiu a carreira no jornal A Tarde, para o qual escreveu por 67 anos, até pouco tempo antes do seu falecimento. Calmon também atuou no serviço público e como professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Se tornou membro da Academia Baiana de Letras. Como deputado estadual por dois mandatos, foi presidente da Comissão de Redação de Leis e Resoluções (1951-1953), e vice-presidente das Comissões de Constituição e Justiça (1948), Finanças, Orçamento e Contas (1950). Também foi conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (1947-1955). Pai de seis filhos do casamento com Leonor Calmon (1923-1992), ele faleceu em dezembro de 2006, devido a complicações após fratura do fêmur.